Chumbo

 Minha alma veste cinza.


A cor da tempestade que se avizinha, da guimba de cigarro desprezado, da rocha fria que aguarda o passo.


Um cinza distante, como lembranças que já não doem e nem aquecem.


Nesse estado, meu coração não afunda nem voa. Apenas paira. Sereno, silencioso, ameno, mas sobretudo estável e talvez irredutível.







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